Uma investigação sobre felicidade.

96bf6fba67f335af0bcc92b5bb840fb9

Faça você mesmo!

Meia dúzia de folhas de sulfite grampeadas e com um desenho feito com uma caneta Bic mudaram minha vida. Era um trabalho sobre a cultura punk na mesa da minha mãe – professora de sociologia. Molecote cheirando à leite, eu via aquele desenho de um cara moicano, vestindo calça rasgada e calçando coturno e achava aquela a coisa mais legal (e brutal) do mundo. Tão legal quanto as gangues do filme “Warriors – Selvagens da…

Continue lendo

joguei-iphone-gluck-felicidade

Joguei meu iPhone nas águas do Tietê (conto)

por Fred Di Giacomo Joguei meu iPhone no meio das águas sujas do Tietê. Era o que precisava ser feito. Era o que eu tinha que fazer. *** — Você foi feliz? — Como assim, Alex? Pergunta estranha… — Não, vô, queria saber se você foi feliz, de verdade. Se sua vida valeu a pena. Meu avô era um self-made man. Eu era um bundão. Ela tinha saído do sertão do Ceará, trampado como porteiro,…

Continue lendo

Foto: Camila Pastorelli

Felicidade, no singular, não existe

por André Toso A felicidade se transformou em mercadoria embalada, selada e colocada à venda em gôndolas de supermercados. Antes uma ideia filosófica, uma ânsia utópica, um desejo, a felicidade é hoje um simples produto vendido em livros de autoajuda, prometido em cultos religiosos, celebrado na irrealidade da televisão, prescrito por psiquiatras e atualizado no perfil do Facebook. Felicidade, hoje, é como um plano de operadora de celular ou um novo modelo de carro. Todos…

Continue lendo

Grand-Canion-fernanda-neute-gluck-project

“Leia, pense, passe tempo sozinho”

por Fê Neute, do Fêliz com a Vida “Eu nasci em uma família de classe média baixa na Zona Leste, periferia de São Paulo. Nunca tive os brinquedos da moda, nunca fiz nenhuma atividade extra curricular como natação, balé ou aulas de línguas. Entrei direto na pré-escola e estudei da primeira a oitava série em uma escola municipal do meu bairro. E, desde pequena, eu tinha um sonho: ser rica! Eu achava que ser rico…

Continue lendo

violencia-policial

O seu medo mata: como acabar com a violência no Brasil

2005, eu era um jovem universitário em Bauru. Naquela noite, estava voltando para o meu apartamento sozinho e parei rapidamente na frente da casa de uma “ex” para ver se ela estava. Luzes apagadas, um carro diferente estacionado. “Putz, me dei mal!” Desanimado, segui em frente pensando se deveria cozinhar Miojo, cachorro-quente ou ir dormir porque tinha aula no dia seguinte. Sorrateiramente, uma viatura de polícia apareceu atrás, ligou a sirene e me mandou encostar…

Continue lendo

Posts mais antigos