Felicidade, no singular, não existe

por André Toso A felicidade se transformou em mercadoria embalada, selada e colocada à venda em gôndolas de supermercados. Antes uma ideia filosófica, uma ânsia utópica, um desejo, a felicidade é hoje um simples produto vendido em livros de autoajuda, prometido em cultos religiosos, celebrado na irrealidade da televisão, prescrito por psiquiatras e atualizado no perfil do Facebook. Felicidade, hoje, é como um plano de operadora de celular ou um novo modelo de carro. Todos se sentem obrigados a buscar…

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