Biblioteca humana: esqueça os livros, ouça as pessoas

Por Priscila Bellini

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Esse projeto dinamarquês promete trazer mais empatia e diálogo entre pessoas que raramente se encontrariam por aí. Vamos supor que você queira saber um pouco mais sobre a vida das pessoas durante o nazismo e conhecer a história de quem sobreviveu a esse período. Em vez de procurar um livro na biblioteca mais próxima ou procurar no Google, você pode conversar pessoalmente com um sobrevivente, em um dos encontros promovidos pela iniciativa.

O projeto pretende trazer sempre pessoas que, por alguma razão, sofrem com estereótipos e com preconceito. Se você teria contato com uma visão bem distorcida delas se lesse um livro, a alternativa é colocá-la de frente pra você e deixar que ela conte a própria história. Ao pegar emprestado esse livro humano, você sabe em primeira mão as dificuldades que a pessoa enfrentou e consegue se colocar por alguns momentos no lugar dela, além de fazer perguntas diretas. Com essa proposta, eles já reuniram participantes para ouvir a história de ciganos, conversar com moradores de rua, com pessoas obesas que já sofreram preconceito, e conseguiram levar a Biblioteca Humana para 70 países.

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Depois de 15 anos de programa, a Biblioteca Humana conta com um guia para novos “bibliotecários”, que pretendam fazer rodas de conversa aos moldes do projeto, e também virou documentário em alguns dos países onde atua.

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