Como transformar uma cidade em um ambiente acessível a todos

Por Priscila Bellini

Correr para pegar o ônibus, que para longe da calçada. Subir as escadas da faculdade para chegar à sala de aula. Encontrar o livro recomendado pelo melhor amigo, que você só encontrou em uma livraria. Essa lista de situações não parece tão cheia de desafios quando surgem no nosso dia a dia, ainda mais se fazemos tudo na correria. Agora, para quem tem dificuldades para locomoção ou outra deficiência física, esses caminhos ficam cheios obstáculos. Para sanar esses problemas, há vários projetos que pensam em como tornar cada esquina e cada detalhe das cidades acessível a todos, sem distinção. Reunimos, aqui no Glück, três deles:

1)A arquitetura para quem não vê

O arquiteto Chris Downey perdeu a visão depois de passar por uma cirurgia para remover um tumor no cérebro, em 2008. Em vez de se deixar abalar pela mudança radical na própria vida, ele se dedicou a projetar cidades pensadas para atender também às necessidades de quem não enxerga. Ideias como a de um design multisensorial, que use recursos como cheiros ou sons para ajudar deficientes visuais a se localizarem, são trazidas por Downey.

2) A cidade para quem não ouve

O DeafSpace, uma iniciativa da Universidade Gallaudet, em Washington DC, nos Estados Unidos, esboçou algumas recomendações para tornar os espaços mais democráticos também — dessa vez, para quem tem dificuldades na audição. Entre elas, vem a necessidade de tornar melhor a acústica dos lugares, para que seja mais fácil ouvir o que o colega ao lado fala, e também adaptar os espaços para quem usa a linguagem dos sinais. Um exemplo simples é o das calçadas, um dos focos dos projetos: se um grupo de pessoas se comunica em libras, precisa de mais espaço para gesticular entre si, já que é assim que transmite todas as mensagens. Se um caminho é muito estreito, portanto, fica mais difícil.

3) Um caminho livre

Você já deve conhecer a iniciativa do Amos Winter, engenheiro do MIT que mostrou como construir uma cadeira de rodas barata e que encare todos os terrenos. Esse aspecto da mobilidade já foi abordado nas orientações das Nações Unidas, e servem para tornar os ambientes mais livres para quem tem dificuldades de locomoção. Já pensou em uma cidade onde todo canto está pronto para receber alguém em uma cadeira de rodas, ou uma pessoa que precise de apoio na hora de caminhar?

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