Passe um mês encarando seus medos

Por Priscila Bellini

Desculpe se a sugestão parece abrupta ou até exagerada, mas é a melhor que eu poderia dar. Conheci o projeto da Michelle Poler, uma venezuelana que mora em Nova York, e logo achei que os 100 Days Without Fear (100 dias sem medo) poderiam ser bem proveitosos. A criadora dessa iniciativa se propôs a fazer de tudo, inclusive praticar rapel e pilotar um avião, já que a sacada era viver sem medo. Ah, ela até topou um mergulho com tubarões:

 

E, olhando para a quantidade de situações nada tranquilas que a Michelle aceitou encarar, também resolvi empreender algo semelhante. Anotei alguns dos meus medos bobos, que já cansei de carregar comigo, e comecei a eliminar um a um. O primeiro da lista, que seria mais fácil de por à prova, eu resolvi pouco depois de me mudar para Coimbra: fui para o boxe. Era uma vontade antiga, que eu havia aposentado por excesso de medo, assim como a ideia de praticar qualquer outra luta. Em algum lugar da minha cabeça, uma voz insistente falava que aquilo não era pra mim — que eu não tinha estatura, força ou coordenação motora. Pior ainda, que eu era uma garota e aquele era um ambiente para homens.

Aí vem a dor e a delícia de colocar em prática essa ideia de viver alguns dias sem medo. Pegando o meu primeiro item como exemplo: ir para o boxe fez meu estômago dar algumas cambalhotas, e talvez tenha me deixado sem dormir à noite. Mas a parte boa nessa escolha foi perceber que aquele temor era uma grande besteira, assim como outros medos que a gente carrega na mala. Meus colegas não têm três vezes o meu tamanho e os treinos não são uma batalha entre Davi e Golias. No fim das contas, essa é a lógica de perder o medo: deixar de lado o frio na barriga e aprender que todos os motivos que você tinha para evitar aquela situação eram bobos.   

E aí, já pensou em quais medos entrariam para a sua lista? Faça o teste por um mês 😉

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