Quatro projetos incríveis para apoiar mulheres negras

por Priscila Bellini

Quantas mulheres negras você já viu levar troféus em premiações? Pode ser qualquer área, independe do gosto do freguês – vai da competição de engenharia à de melhor atriz. Por trás dessa falta de visibilidade, não está a falta de competência, não. A explicação para o problema veio no discurso da atriz americana Viola Davis (de How to Get Away With Murder) que levou o Emmy deste ano na categoria de Melhor Atriz em drama. “A única coisa que separa mulheres negras de qualquer outra pessoa é a oportunidade”, disse, emocionada.

Pensando nisso, nós do GLÜCK reunimos quatro projetos que dão mais oportunidades a essas mulheres:

1) Afrotranscendence
Projeto Afrotranscendence

A iniciativa vem da NoBrasil.co, fundado pela baiana Diane Lima, e vai rolar no comecinho de outubro. O foco é ocupar também espaços de criação e ainda promover a cultura afro-brasileira nesses meios. Entram na lista de discussões assuntos que vão da diáspora do wi-fi até a relação entre ancestralidade e memória. Ah, homens e mulheres podem se inscrever nesse programa de imersão.

 2)   As Lendas de Dandara
As lendas de Dandara estimula o protagonismo feminino na literatura
Vá à biblioteca, escolha um livro de ficção qualquer e repare na descrição física do personagem principal. Na maioria das vezes, não só o protagonista é um homem branco, como o autor também. Por isso, a cordelista cearense Jarid Arraes resolveu escrever As Lendas de Dandara, criando uma história para Dandara dos Palmares (isso mesmo, a companheira do Zumbi, que já é mencionado nas aulas do ensino médio). E se é pra falar de protagonismo feminino na literatura, também dá pra conferir os cordéis da Jarid que são bem bacanas!

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3) Empoderadas


Quer repetir o ritual , desta vez zapeando pelos canais de TV? Novamente, há poucas mulheres negras liderando as atrações. Na contramão disso, a websérie Empoderadas reúne entrevistas com negras de diversas áreas, da cantora mirim MC Soffia à deputada estadual Leci Brandão, e fala da falta de destaque para essas mulheres na mídia.  

4) Array
Ava DuVernay diretora de cinema
É o novo projeto da diretora Ava DuVernay, que comandou o filme “Selma”, indicado ao Oscar. Com a Array, uma nova distribuidora, a intenção é investir em filmes que fujam do perfil branco-homem-hétero e que levem às salas de cinema e ao Netflix mais negros e mais mulheres, bem como outras minorias. Já dá pra anotar aí: os próximos projetos deles serão “Ayanda and the Mechanic”, da sul-africana Sara Blecher, e “Out of My Hand”, do japonês Takeshia Fukunaga.

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